O abominável termo anti-cristão “Risco de Gravidez”

01 08-2012
O abominável termo anti-cristão “Risco de Gravidez”

Por Julie Maria

Os termos utilizados por nós revelam as profundezas do nosso pensamento. Primeiro na literatura, depois nos consultórios médicos e finalmente nos lábios das mulheres. Vemos este infeliz termo que relaciona a grandíssima benção da gravidez a uma doença. Afinal, nossa doente sociedade usa o mesmo verbo para dizer “risco da AIDS e risco de gravidez” e ambos são opostos: um é uma doença mortal e a outra a consequência do ato de gerar vida.

 Na história da humanidade, relatada de forma mais cabal na Sagrada Escritura, as mulheres choravam – não por não poder assassinar seus filhos em seu ventre com a ajuda legalizada do Estado – mas choravam por serem inférteis, por não poderem conceber. A dor de não poder gerar: esta dor era motivo de muitas lágrimas e muitos sofrimentos e se não estivéssemos já impregnados da ideologia antivida, nos causaria horror que tão grande dom – a gravidez – estivesse vinculado quase que automaticamente com a palavra “risco”, dando a entender justamente que se deve ter muitos sérios e bons motivos para “se arriscar” a ficar grávida, a ter filhos e a dedicar toda a vida a eles.

 Sim, é preciso pensar bem antes de “correr o risco”, segundo os defensores desta mentalidade egoísta. Talvez o “parceiro do momento” não seja ideal para ser “pai”; talvez não haja aumento do salário (já que poderei me dedicar ao trabalho como antes); talvez os meus seios precisem de plástica depois de amamentar e, terei dinheiro para isso? Talvez eu tenha que terminar a Faculdade e, primeiro, comprar uma casa. Talvez eu tenha que me abdicar das baladas, bebedeiras, consumismo, e isso me custará muito sacrifício. Talvez eu tenha que deixar de pintar o cabelo, pois escutei que faz mal ao feto. Talvez eu possa esperar mais alguns anos, afinal só tenho 35 (sic). Talvez eu decida que não deva ser mãe porque é um risco muito grande e muito caro à minha carreira profissional. Talvez, talvez, talvez…

 Eis o que o pensamento antivida conseguiu colocar no coração da maioria das mulheres: que a gravidez é um risco muito alto, que tira a liberdade e que nos faz escravas de um ser que não pode nem andar e nem falar. Meu Deus! Misericórdia desta geração que se mutilou em laqueaduras, vasectomias, contraceptivos, abortos e ainda se acha no direito de viverem felizes. Quão hipócritas somos ao atuarmos como árbitros da fonte da vida, e temos, ainda, a coragem de nos identificarmos como sendo “cristãos”. Sim, a médica ginecologista que fez o meu parto é católica, vi-a recebendo a Sagrada Comunhão e, no entanto, na despedida, logo após eu estar maravilhada com meu bebê no colo, foi exatamente esta frase que escutei dela: “volte daqui há um mês para vermos qual método você usará para não ter filhos…” É automática esta sua frase, mesmo sendo uma profissional da VIDA. Podemos até dizer que ela “ganha a vida fazendo partos!”, mas está tão impregnada da mentalidade antivida que nem pensa em outra coisa para me dizer. Nem por um momento sequer ela me pergunta se eu quero ter mais filhos ou não. Vemos aqui a doutrinação do Estado e da mídia pagã que faz com que todos vivam e ajam como robôs.

 Que as pagãs se esterilizem para poder fazer suas orgias até se matarem dá para entender. Concordar, jamais! Mas que as mulheres que se dizem cristãs tenham nos lábios termos como “risco de gravidez” – e a boca fala do que o coração está cheio – é algo intolerável e inconcebível. Nós tivemos ou não a experiência da Redenção que nos abre as portas do céu e depois de uma curta peregrinação terrena nos possibilita a eterna visão beatífica? Reconhecemos a nobre vocação de colaborar com o Criador para povoar o céu?

Não estamos falando de um desejo, capricho ou modismo. Falamos sim, da nobre vocação da maternidade. Longe de ser um risco, a gravidez é um dom, uma benção, um presente do Criador. É hora de mudarmos os termos.  Mas, antes, devemos mudar o coração!

 

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