Primeira Comunhão

19 09-2012
Primeira Comunhão

Fonte: Alexandria Livros Católicos

“Há uma acentuada preocupação de melhorar a Preparação para a Primeira Comunhão.
Muito justa e necessária, até agora, no entanto, ela tem sido muito frágil.
O resultado é que centenas de crianças fazem a Primeira Comunhão e encerram aí a vida cristã, que apenas devia ter começado.  

 Não lhes damos assim:
• uma verdadeira noção da vida cristã;
• o senso de Deus, para cuja glória vivemos;
• a responsabilidade dos deveres cristãos;
• um conhecimento vivo dos caminhos a trilhar;
• a iniciação nos grandes hábitos cristãos;
• o desejo da Eucaristia.
 Não as preparamos de modo que se possa ter alguma garantia de perseverança, sem a qual, diz Cristo, não é possível a salvação: “Quem perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt. 10, 22).
 Por isso, o remédio é uma boa preparação, que urge dar agora, mais do que nunca, sob pena de continuar esse desolador resultado, e, o que é pior, em proporções cada vez maiores.
A Boa Preparação

A boa preparação de uma criança para a Comunhão, não requer:
• saber de cor muitas respostas do catecismo
• saber de cor muitas orações
• saber os nomes  dos principais mistérios da fé;
       — Mas requer que a criança:
•  saiba realmente (não repetir palavras e frases que não compreende) as principais verdades da Religião, de modo proporcionado à sua capacidade;
•  esteja iniciada conscientemente nos grandes hábitos da vida cristã:
• estado de graça
                 • orações diárias
                 • Missa de preceito
                 • desejo de cumprir os Mandamentos
                 • fé viva
                 • obediência à Igreja
• tenha o senso de Deus e de Cristo;
• conheça e deseje a Eucaristia;
• tenha disposição para perseverar na vida cristã, depois da Primeira Comunhão.
A boa preparação deve ser:
•   preocupada em  formar o cristão, mais do que em dar-lhe noções;
•   vital, para infundir hábitos para toda a vida cristã;
•   prática, a fim de que a doutrina aprendida se traduza em atos;

•   longa, para que esses atos se consolidem em  hábitos;

•   orientada para um ideal que só se extinguirá com a vida.
 Só assim conseguiremos formar cristãos verdadeiros de consciência reta e sensível, responsáveis diante de Deus, capazes de agir de modo pessoal e espontâneo; de refletir, de julgar com critérios cristãos; de controlar as paixões; de orientar para Deus toda a sua vida.
   Uma preparação assim foi sempre necessária, e mais ainda o é em nossos dias, quando são tantas as influências contra a fé e a vida cristã, e quando a própria ação da família só raramente contribui para oferecer à criança o ambiente de que ela precisa para o seu crescimento sobrenatural.
  Quando a criança tem um lar cristão, e vai aprendendo dia a dia a ser cristã, do modo mais eficiente possível, à luz do exemplo dos pais e irmãos, pela força irresistível do ambiente, pondo alicerces profundos à vida espiritual, bastará uma preparação próxima de dois ou três meses porque se tem a certeza de que a formação cristã irá continuar, garantindo assim a perseverança.
  Quando, porém, a pobre criança vem de um lar descristianizado, ou desses cristãos de nome, sem raízes, sem senso cristão, sem hábitos religiosos, não vejo como seja possível realizar em menos de um ano a formação que dê esperança de iniciação séria na vida cristã e de perseverança nela.
  Como hoje em dia a norma não é, infelizmente, o lar de bons cristãos, façamos a formação de dois anos, ficando a mais curta para as exceções, ou, seja, para os filhos de famílias verdadeiramente cristãs, que mercê de Deus, existem.”

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