Desculpe, seu Namoro tem Tudo pra dar Errado

12 07-2016
Desculpe, seu Namoro tem Tudo pra dar Errado

Desculpe te informar, mas o seu namoro tem tudo pra dar errado. E quem afirma isso não sou eu, mas os números: somente 2,6% dos casamentos duram mais que 40 anos. Sabe qual a possibilidade que seu casamento acabe entre 1 e 4 anos? 19%. A maior parte dos casamentos termina em menos de 15 anos. Mas falar sobre isso é fácil, difícil é passar por isso. Quinze anos de sonhos construídos à dois, sacrifícios e alegrias compartilhadas e, principalmente, filhos, para depois terminar em pedaços: todos emocionalmente abalados, financeiramente desgastados, espiritualmente devastados. Este é o resultado da destruição de um lar.

Agora, se o casamento que supostamente é algo levado a sério está desse jeito, imagine como andam os namoros, que hoje são tratados como um passa-tempo para suprir carência e brincar de papai-e-mamãe sem ser de fato papai e mamãe?

Quem namora mal, casa mal. Então os números espantosos sobre divórcio não são frutos do acaso, mas mostra o despreparo para um casal formar uma família feliz e por isso revelam que a raiz do problema está exatamente no namoro.

Frequentemente escutamos “como está difícil encontrar alguém”. Na verdade está bem fácil encontrar. Não só encontrar como ficar e ter relações sexuais casuais. Já encontrar alguém para formar uma família que não tenha prazo de validade…

Ficou tão fácil encontrar alguém neste exato momento, que ficou quase impossível ter alguém para a vida toda.

E o pior de tudo isso é que você está quase que sozinho nesta luta. Ou você já viu o governo fazendo campanhas para salvar casamentos? Pela fidelidade dos esposos ou para ajudar os mais jovens a se preparar para o matrimônio? Ou talvez você tenha visto algo na TV neste sentido e que ninguém mais viu? Ou seu pai ou sua mãe já te falaram que está tudo bem casar com 20 anos porque você já é um adulto com 20 anos? Ou seus amigos te dão o exemplo de que o namoro está diretamente ligado ao casamento?

Pode até ser que você faça parte de uma exceção (bem exceção mesmo), mas a maior parte de nós foi ensinada a ver o casamento como um anexo ou um acaso bem tardio, quando já tivermos – e somente se tivermos – uma casa, carro na garagem, faculdade feita e um cachorrinho no quintal.

Se o casamento é um anexo encaminhado quase que por acidente, o namoro não poderia ser outra coisa senão uma brincadeira ou um capricho. Uma forma de matar nossas carências afetivas e mostrar para os amigos que temos alguém.

Vamos ao que interessa. Só tem uma forma de você corrigir isto, seja para você ou para os seus filhos e é assim: tirar toda aquela energia que você usará (um dia) para planejar a festa de casamento e usar para planejar o casamento em si. Não me refiro aos tijolos e cimento que construirão a sua casa, mas os valores morais que vão construir a força do seu coração para amar “até que a morte os separe”.

Este planejamento começa na infância e deve ser dado pelos pais, mas se isso não aconteceu, há de se recuperar o tempo perdido. Infelizmente somos moldados para pensar no título da faculdade como ponto ápice da nossa vida e da qual depende toda a nossa felicidade. Lembre-se: faculdade não é felicidade apesar de soar parecido.

Você pode até sonhar com dois diplomas, mas garanto que seu coração não sonha com dois casamentos. Por isso, dê prioridade àquilo que está além de um diploma e um contra-cheque. Diploma pode ajudar na profissão, mas casamento é vocação. Um não é essencial, o outro é. O primeiro pode fazer parte da vida, o outro é a sua vida. Um serve a uma necessidade temporal, o outro tem sede do eterno.

Se você deseja construir a sua casa sobre a rocha, comece se preparando da forma certa para, então, ter tudo para dar certo.

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